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    Para haver um oráculo, é preciso alguém disposto a ver um presságio

    Eduarda Neves e Ana Baliza

    por Eduarda Neves e Ana Baliza


    A cerca de quatro semanas do encerramento de RedSkyFalls, de Alexandre Estrela, na 61.ª Bienal de Veneza, a 22 de Novembro, preparam-se ainda dois capítulos de Survey on an S Wave, o programa público que acompanha a instalação no Fondaco Marcello. Em Lisboa, o projecto fecha com a inauguração da exposição colectiva do workshop Sismo–Sinal, na Galeria Zé dos Bois.

    Em entrevista a Ana Baliza, curadora do projecto apresentado no Pavilhão de Portugal, abordamos a instalação, os programas que em torno dela se desenvolveram e as relações entre os múltiplos territórios que configuram a exposição.


    Eduarda Neves (EN): O contributo de diversos campos epistemológicos e as premissas conceptuais subjacentes à proposta RedSkyFalls objectivam-se na multiplicidade de dispositivos espaciais, geográficos, técnicos, visuais e sonoros convocados neste programa. Gostaria de te ouvir falar sobre esta articulação.

    Ana Baliza (AB): RedSkyFalls aproxima-se de uma ficção científica expandida: constrói um mundo assumidamente ficcional, mas suficientemente verosímil para provocar uma deslocação no que entendemos por real. Os diferentes campos de conhecimento não entram apenas como referências; fornecem os materiais, processos e pistas perceptivas que dão consistência a esse mundo. O mesmo se aplica à construção de todo o projecto que preparámos para esta ocasião. 

    Os movimentos que animam as Réplicas, por exemplo, são dados de investigações em neurociência sobre o comportamento animal, sem qualquer relação com sismologia. São esses movimentos que lhes conferem uma qualidade aparentemente viva. A instalação organiza-se como um diorama, numa relação figura–fundo onde estas criaturas se destacam como unidades autónomas, com padrões próprios de movimento e comportamento. É da relação entre estas figuras e o ambiente que nasce a percepção de um pequeno ecossistema. 

    RedSkyFalls não foi concebido como instrumento de monitorização sísmica, muito menos de previsão. O acontecimento sísmico é um imponderável externo que introduz aleatoriedade no sistema. A imprevisibilidade das perturbações depende de acontecimentos registados por redes sísmicas em tempo real, e não de uma função aleatória. As regras que determinam como o sistema reage são precisas e previsíveis; mas é imprevisível quando serão perturbadas.

    Uma rede de Réplicas prolonga a instalação geograficamente e reforça a ideia da Terra como meio de transmissão. Mesmo à distância, as Réplicas respondem aos mesmos sinais e obedecem às mesmas regras, mas a sua localização pode alterar a leitura dos seus comportamentos. Se uma Réplica estiver num lugar onde ocorre um sismo fisicamente perceptível, a sua agitação e a da própria Terra podem coincidir. À agitação segue-se a paralisia, que pode, ou não, coincidir com a aparente imobilidade da superfície terrestre. O que de um ponto de observação parece premonição pode, noutro, coincidir com o próprio acontecimento. Esse estado zero, imposto pelo terramoto, pode ser lido, num contexto, como uma reacção à ameaça e, noutro, como um período de latência, o presságio de uma ameaça ainda maior. Ou talvez as criaturas estejam simplesmente a descansar. A peça explora a ambiguidade entre aquilo que a máquina faz e aquilo que sugere a quem a observa e como pode mudar em função de onde é observada. Há uma deliberada confusão entre causa e efeito que baralha (e questiona) a dimensão temporal. 

    O som tem particular importância. É através de pistas auditivas que reconhecemos os diferentes estados anímicos das criaturas e a actividade sísmica que podemos não estar a sentir directamente. O Greenspeaker, um altifalante coberto pela imagem de um filtro de aquário, funciona como um filtro através do qual o som passa para o mundo de RedSkyFalls. O Barómetro introduz um contraponto através da luz: quando passa som, não passa luz. São diferentes formas de provocar contaminação entre o mundo natural e o mundo digital.

    O programa público Survey on an S Wave, com curadoria de Marco Bene, prolonga este princípio no espaço e no tempo. Artistas, obras e documentos são temporariamente introduzidos na instalação, alterando a ocupação do espaço e até a percepção da composição da própria peça. A cada capítulo, há um arquivo sísmico portátil que vai crescendo e Bene, como mestre de cerimónias patafísico, vai puxando histórias dos objectos, construindo uma narrativa feita de desvios. O programa funciona como um teste de resiliência da peça, uma deriva pelas associações que convoca. O teste é recíproco: também o programa é permeável à actividade sísmica, podendo ser interrompido, activado ou modulado pelos sinais que RedSkyFalls recebe em tempo real. Também o programa é um sistema aberto, com a instabilidade inscrita nas suas próprias regras.

    Um oráculo infalível.
    Eric Andersen, Untitled, c. 1990. Marcador permanente sobre papel. (Cortesia da Emily Harvey Foundation Collection, Veneza; fotografia: © Riccardo Banfi.) Parte do Portable Seismic Archive, apresentado no programa Survey on an S Wave, com curadoria de Marco Bene, Maio 2026.

    EN: A instalação que nos é proposta aproxima-se de uma espécie de máquina celibatária em funcionamento ininterrupto, sugerindo o apelo a uma atitude colaborativa e oracular entre os seres, um território que nos devolve o mundo em comunhão singular. Essa invisível operação intertextual que se oferece através de sinais mínimos, até que ponto se aproxima ou distancia da conhecida premissa de George Berkeley “ser é ser-se percebido”? 

    AB: Individualmente, as criaturas de RedSkyFalls podem parecer pequenas máquinas celibatárias, absorvidas nas suas rotinas. São autónomas e não precisam dos acontecimentos sísmicos para continuar a funcionar. Mas é através da interferência desse sinal exterior que o sistema fica aberto e outras possibilidades do seu comportamento se manifestam, podendo mesmo activar a sua imobilidade (freezing). A perturbação não é necessária aos seus ritmos internos, mas, ao interrompê-los, torna-os mais perceptíveis. É também através dessas rotinas que começamos a reconhecer os desenhos animados como criaturas, com uma existência própria. A repetição dá relevo ao desvio e o desvio, por sua vez, reforça a percepção da rotina.

    Talvez a instalação se aproxime da premissa de Berkeley na medida em que este mundo de RedSkyFalls se monta também a partir da percepção de quem o observa. Pelo que entendo, para Berkeley a matéria não existe como substância independente da percepção e aquilo a que chamamos coisas são conjuntos de sensações. Para garantir que o mundo continua a existir mesmo quando nenhum de nós o observa, põe Deus no posto de observador permanente. A Terra existe sem nós. Mas, para haver um oráculo, é preciso alguém disposto a ver um presságio.

    Pessoa com camisola tricotada com o pêlo do seu cão, recolhido durante a escovagem e fiado por Doumé Jalat-Dehen, c. 2001. Cortesia www.dogwool.fr

    A frase de Berkeley faz-me pensar numa frase de Gertrude Stein: «I am I because my little dog knows me». Se houver dúvidas sobre quem somos, é perguntar ao cão. É engraçado depositar toda a certeza da nossa identidade naquilo que um cão conhece de nós. Mas Stein acaba por suspeitar que o facto de sermos reconhecidos não determina necessariamente quem somos.

    Há também a história que Philip K. Dick escreveu a partir de um cão que costumava observar. Tentou imaginar o mundo na cabeça desse cão, para quem os homens do lixo eram monstros que vinham roubar a comida perfeitamente boa que os donos guardavam cuidadosamente em sacos de papel, dentro de um contentor de metal bem fechado. No mundo do cão, era a única conclusão lógica. Dick perguntava-se então se, em vez de uma realidade singular, não deveríamos falar de realidades plurais.

    Talvez esta possibilidade seja mais interessante: como a percepção pode transformar aquilo que entendemos por real. Em RedSkyFalls, as criaturas que reconhecemos nos desenhos não são construções inteiramente estáveis. O mundo ficcionado da peça não é simplesmente aquilo que projectamos sobre ele; pode também deslocar, desestabilizar e transformar a maneira como percebemos o nosso. Ver uma minhoca numa linha obriga-nos a rever aquilo que julgávamos saber sobre minhocas e provavelmente sobre linhas inertes ou animadas.

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    EN: Entre terramotos e catástrofes, mas também entre forças de estabilidade e ilusões, a ciência e o maravilhoso, não nos revemos todos nestas criaturas naturais e artificiais? Não estamos, como elas, na condição de réplicas, sujeitos ao medo, à imobilidade e a relações de interdependência? A vibrações e falhas mais ou menos im(previsíveis) mas fundamentais à sobrevivência?

    AB: A experiência empática não anula necessariamente a estranheza ou a distância em relação àquilo que observamos. O mundo de uma minhoca já me é bastante desconhecido; o de uma minhoca-linha, ainda mais. Posso tentar imaginar o que ali se passa, mas será sempre uma interpretação a partir da minha experiência humana. Na peça, esta minhoca vive numa rotina particularmente tétrica: desloca-se por uma grelha com fios electrificados, tentando escapar-lhes, mas, quando chega um terramoto, é nesses mesmos fios que procura refúgio, camuflando-se. Vista de fora, a sua existência parece terrivelmente repetitiva e absurda. Se calhar a nossa também é, quando observada à distância.

    As Réplicas não comunicam entre si, nem dependem umas das outras, mas partilham um ecossistema, uma sensibilidade e uma resposta comum à ameaça. Partilham uma condição, não necessariamente uma experiência.

    O freezing não é uma simples paralisia imposta pelo medo, mas uma estratégia activa de defesa. A imobilidade pode ser uma forma bastante inteligente de autopreservação e resistência. Um exemplo: a forma das rochas costeiras, recortadas pelo embate das ondas. A sua forma resulta das forças a que estão expostas, mas pode também contribuir para lhes resistir. A resistência não implica necessariamente estabilidade, nem a transformação implica destruição. Pode ser apenas uma reconfiguração.

    Talvez seja antes a capacidade de responder às falhas e às perturbações que é fundamental à sobrevivência. Em RedSkyFalls, essas respostas são construídas, programadas, inventadas. As criaturas podem parecer assustadas, mas nem sabemos se têm medo de alguma coisa.

    Larva de peixe-zebra na lapela dos trabalhadores de RedSkyFalls.

    EN: Em que medida as características espaciais e físicas do Fondaco Marcello condicionaram, ou não, o projecto expositivo e curatorial? 

    AB: O Fondaco Marcello revelou-se um espaço particularmente adequado a RedSkyFalls e ao programa paralelo – e à realidade orçamental do projecto.

    A estrutura das vigas do tecto definiu a grelha a partir da qual o Alexandre distribuiu e suspendeu as peças no espaço. As necessidades de projecção determinaram também a posição do ecrã maior, que bloqueia a luz do janelão e vira as costas à paisagem veneziana para mostrar a High Sierra, um fundo americano que a Apple escolheu para o ambiente de trabalho dos Mac em 2017.

    As duas entradas independentes e a divisão em dois espaços permitem dedicar uma área ao programa Survey on an S Wave, para além das intervenções que acontecem também na sala da instalação.

    É também um espaço que podemos ocupar com total independência, sem as condicionantes que teríamos, por exemplo, num espaço partilhado com outras actividades. E, tendo em conta o orçamento de que dispomos, o espaço exigiu intervenções mínimas, permitindo-nos concentrar os recursos na exposição e no programa, em vez de os gastar a remodelar um palazzo ou um hangar para o converter numa black box.

    Depois há a localização, que é extraordinária. Estamos em pleno centro de Veneza, no Grande Canal, num lugar de passagem onde por vezes a fila para as gôndolas se confunde com a fila para o Pavilhão. E, sobretudo, podemos abrir as portas gratuitamente, o que é fundamental para todo o projecto. Quem regressa para acompanhar Survey on an S Wave volta também a visitar RedSkyFalls. As pessoas regressam, permanecem, e a exposição e o programa vão alargando uma rede de cumplicidades.

    EN: Queres falar-nos do projecto editorial que acompanha RedSkyFalls? 

    AB: Começámos por imaginar uma espécie de enciclopédia em torno de RedSkyFalls. Mas, à medida que fomos recebendo as contribuições, percebemos que a estrutura enciclopédica era artificiosa. Os autores ou tentavam escapar-lhe, ou acabavam por escrever num registo que não era propriamente o seu. No fundo, descobrimos que nem nós nem os nossos convidados tínhamos grande vocação enciclopédica. Aquilo que estávamos a reunir já era uma grande misturada, daquelas que nas bibliotecas acabam na prateleira dos «diversos», dos «outros» ou simplesmente dos «misc.», uma abreviatura escorregadia. A Miscelânea acabou por se tornar um projecto editorial sem periodicidade fixa, que vamos publicando em pequenos conjuntos de documentos, seguindo diferentes pistas abertas por RedSkyFalls. Além de nos dar muito mais prazer editar assim, a Miscelânea tornou-se também uma espécie de auxiliar de memória: uma forma de fixar coisas sem lhes fixar demasiado o sentido. Como um poliedro que vamos rodando, cada conjunto de documentos deixa ver outra face da obra, outros pontos de entrada e possibilidades de leitura.

    Percurso das ondas sísmicas P (de compressão) no interior da Terra, as suas reflexões e desvios ao atravessar as diferentes camadas do planeta. A letra K assinala a passagem pelo núcleo externo líquido. In Haroun Tazieff, Quando a Terra Treme (Lisboa: Editorial Estampa, Colecção Aventura, 3, 1971).

    EN: Que conexões podes estabelecer entre o projecto expositivo apresentado no Fondaco Marcello e a proposta geral da Bienal concebida por Koyo Kouoh, In Minor Keys?

    AB: A instalação põe em relação dois sistemas com regras e comportamentos próprios: o da Terra e o de RedSkyFalls. O sinal sísmico é o ponto de passagem entre os dois, a partir do qual a peça constrói um sistema de correspondências entre fenómenos minerais, comportamentos animais, imagem e som.

    A Terra funciona aqui como um meio de transmissão. Um evento sísmico acontece num ponto do planeta e propaga-se em ondas através dela; registado e quantificado por redes de monitorização, o sinal converte-se em dado, um conhecido instrumento do acaso. Ao entrar em RedSkyFalls, esse dado volta a tornar-se sinal — tanto informação quantificável como premonição sensível — e perturba o funcionamento do sistema. É um hazard que a peça não controla. Apesar de todas as regras que dão previsibilidade à peça, o acaso é a única certeza do sistema: haverá outro sinal; não sabemos quando, onde ou com que intensidade.

    Em RedSkyFalls, um evento sísmico soa a um trítono, a escala de Richter torna-se uma escala de excitabilidade, o voo de uma mosca da fruta, o ondular da cauda de um peixe ou uma minhoca-linha podem passar a manifestar actividade sísmica. A instalação funciona assim como um transdutor entre escalas. Um acontecimento de grandeza planetária torna-se perceptível na mudança de ritmo, na agitação e na paralisia, nos desvios da rotina de um pequeno desenho animado.

    É talvez aí que encontro uma relação com In Minor Keys: nessa passagem entre uma macroescala mineral e uma microescala animal, em que uma se torna lente da outra. Mas projectos muito diferentes conseguem estabelecer relações igualmente convincentes com a proposta da Bienal, como se pode facilmente observar num passeio pelos Giardini ou pelo Arsenale.

    Alexandre Estrela, x! y z?, 1999. Fissura na parede. Documentação da intervenção, na SVA Gallery, Nova Iorque. Cortesia do artista. Parte do Portable Seismic Archive, apresentado no programa Survey on an S Wave, com curadoria de Marco Bene, Maio 2026.  

    A obra encena o aparecimento espontâneo de uma fissura numa parede. O acaso parece replicar-se. No espaço cartesiano tridimensional, o eixo z que deveria garantir a profundidade deixa então de ser espacial para se tornar mental — uma descida ao paradoxo da duplicação, onde o acaso se comporta como memória e a superfície denuncia uma ordem oculta e recursiva. (Marco Bene)

    EN: O que significa a Bienal de Veneza — do teu ponto de vista e nas condições actuais — no âmbito da mercantilização e globalização crescentes da arte contemporânea? Será que algum dos animais sentinela desta exposição, esses sismógrafos vivos, terá previsto um abalo sísmico no funcionamento desta Bienal de Veneza?

    AB: Passo esta. Acrescento apenas que, por várias vezes, assistimos a uma grande agitação das Réplicas que mais tarde descobrimos terem coincidido com a ocorrência de sismos na região das Maurícias ou bombardeamentos no Líbano… Coincidência, talvez.

    Botão de teste criado por Ian Duclos para provocar sismos artificiais em RedSkyFalls, no Fondaco Marcello, a partir de um telemóvel em qualquer parte do mundo.

    Imagem de Capa
    High Sierra vista da estrada para North Lake, Sierra Nevada, Califórnia. A paisagem, fotografada na margem oriental do lago, é o fundo do ambiente de trabalho do macOS High Sierra (2017) e o cenário de RedSkyFalls. (Fonte: Apple Maps, 20 de agosto de 2026: 37,231° N, 118,614° O).


    Um agradecimento a Alexandre Estrela pelas imagens que sugeriu e disponibilizou para esta entrevista, a Ian Duclos e Patrícia Assis pela ajuda na preparação dos materiais audiovisuais que a acompanham e a Doumé Jalat-Dehen, Marta Moita e Michele Marcello pelas imagens gentilmente partilhadas.


    RedSkyFalls [Quando Cai o Céu Vermelho], de Alexandre Estrela, é a representação portuguesa na 61.ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia, para a qual foram convocados à curadoria Ana Baliza e Ricardo Nicolau.

    SURVEY ON AN S WAVE é um programa em cinco capítulos, com curadoria de Marco Bene, que acompanha e expande RedSkyFalls. Reinterpreta as questões do Inquérito Pombalino realizado após o terramoto de Lisboa de 1755 como ponto de partida para uma investigação especulativa em torno da instalação. Cada capítulo reúne eventos de diferentes formatos e uma nova montagem de um Arquivo Sísmico Portátil.

    SISMO–SINAL explora formas plásticas de tradução do sinal sísmico, num workshop desenvolvido com estudantes do mestrado em Artes Plásticas da ESAD. CR, nas Caldas da Rainha, acompanhados pelos artistas Ian Duclos, Elisa Pône, Joana da Conceição, Marfox, Von Calhau! e Miguel Abreu, bem como pelos cientistas João Frazão, Matheus Farias e Guilherme Martins. Os trabalhos são apresentados numa exposição colectiva na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa.

    A rede de RÉPLICAS tem prolongado RedSkyFalls por diferentes geografias sismicamente activas, mantendo-as ligadas à exposição em Veneza através do mesmo sinal sísmico. Foram apresentadas no Museo Universitario Arte Contemporáneo (MUAC), na Cidade do México, no Museo de Arte de Lima (MALI) e na Galeria Zé dos Bois (ZDB), em Lisboa.

    MISCELÂNEA é um projecto editorial com coordenação de Paloma Portela e Ana Baliza, publicado sem periodicidade fixa, que integra documentos de diferentes proveniências: contributos originais produzidos a convite; materiais cedidos pelos autores ou recolhidos no âmbito da investigação editorial; e documentos do Arquivo Sísmico Portátil, reunido por Marco Bene. Tem sido publicada na Contemporânea e na Wrong Wrong.

    Eduarda Neves é professora, ensaísta e curadora independente. A sua actividade de investigação e de curadoria articula os domínios da arte, filosofia e política.
    A autora escreve de acordo com a antiga ortografia.

    Ana Baliza é designer, editora e curadora. Desde 2012 desenvolve com Alexandre Estrela um programa de investigação e divulgação artística conhecido como Oporto até 2020 e, desde 2022, como farO. É fundadora de «Amigos de», uma sociedade para a preservação de espécies raras de artistas.